31.12.08
A MACUMBA TÁ SOLTA
A MACUNBADA TÁ SOLTA
Com o devido respeito a todas as religiões e orientações espirituais, há de se convir que são cometidos exageros na exteriorização de sentimentos religiosos. Chega-se ao ponto de elevar os preços das oferendas a Iemanjá, em nome da tal crise econômica, configurando-se verdadeira exploração, nesse momento mágico de alegria, religiosidade e início não oficial do carnaval.
A isso se chama de macumbada e ocorre em todas as religiões, com o aumento dos preços das velas, das lembrancinhas e outras formas de devotos se manifestarem para suas entidades, com os tradicionais pedidos e conforto espiritual, a quem neles acredita. Essa é uma forma de capitalismo exacerbado, selvagem, desonesto, aproveitando-se da crença alheia.
O sentimento de esperanças que se assoma, até naqueles que não acreditam em rápidas mudanças, faz crescer um mercado anêmico durante o ano e que procura encher o caixa, com rapidez e voracidade. Esse modo feroz de comportamento traz conseqüências negativas para diversos mercados, como o de turismo, afastando os estrangeiros ou mesmo nacionais de outros Estados, das participações locais dos lugares visitados, alterando o leque de escolhas para o ano seguinte.
O importante é que os festeiros se reproduzam, que as confraternizações nos contagiem de um espírito religioso ou laico e se possa ter a sensação de que, pelo menos em um momento do ano, as coisas mudem, mesmo que não de forma permanente, sem a negativa porção da “macumbada”.
Viva 2009!
Saraiva Filho 31/12/08
criado por SARAIVA FILHO
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