LiberdadeDaPalavra

ARTIGOS sobre fatos políticos, econômicos e sociais. Liberdade, palavras e ações.

21.9.08

NOVAS DIRETRIZES PARA O JORNALISMO

 
O Ministro da Educação deseja criar uma comissão para discutir as diretrizes curriculares dos cursos de comunicação social, em especial a habilitação jornalismo, da mesma forma que já ocorreu com os cursos de Direito e Medicina. A profissão de jornalista sempre causou espécie por ter que falar de tudo e não ter estudado o jornalista nada específico, embora haja as disciplinas de diversas Editorias.

A proposta do Ministro inclui uma questão bastante polêmica que é a possibilidade de um profissional de qualquer área cursar mais dois anos de jornalismo e poder exercer a profissão. Seriam cursos de especialização em jornalismo, cujo debate, conforme o Ministro, o aprofundamento da questão, seria interessante para a melhoria do exercício profissional, de vez que seriam verificadas quais as competências que precisam ser adquiridas por um profissional de outras áreas, para que também, possam participar da mídia, como profissionais.

A reação dos jornalistas, é evidente, foi a pior possível, inclusive o Presidente da Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ, Sérgio Murilo Andrade diz que o debate vem em momento inoportuno de vez que o Supremo Tribunal Federal, dentro de poucas semanas, deve julgar ação que garante a regulamentação da obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão. Argumentação fora de propósito, considerando que os formados em outras áreas, também, terão um diploma de jornalismo, em um curso de pós-graduação em jornalismo, não se discutindo o diploma, mas a competência para cobrir, na mídia, assuntos de seu conhecimento específico em sua área de atuação.

O mesmo presidente da federação vem com outros argumentos absurdos como: “Um advogado vai estudar cinco anos, se formar, estudar jornalismo por mais dois anos e entrar em uma redação para ganhar R$1.2 mil, subir o morro e levar tapa de bandido?”. É bastante claro que isso não vai acontecer, constatando-se que um profissional de outra área não vai ser repórter, nem vai substituir este, mas tratar do motivo da desenvoltura do bandido, no exemplo, sob a luz da Criminologia, detectando os direitos e garantias do cidadão, em função do Ordenamento Jurídico nacional, como é o caso recente das algemas.

O que existe de informação errada nos campos específicos, como o Direito, a Medicina e nas áreas científicas, desinformando o receptor dos meios midiáticos, até nas imagens é de assustar qualquer profissional. A culpa não é do jornalista que fez a matéria, mas de quem deixou passar tanta comunicação esdrúxula. Isso seria corrigido, com a aceitação como jornalistas dos próprios profissionais da área enfocada e que gostam de escrever ou fotografar e não uma simples entrevista, geralmente, cortada no lugar errado, mal interpretada pelo repórter e enviada assim mesmo para a mídia.

Não há motivo para que os jornalistas temam a sua reserva de mercado funcional, pois continuarão a existir jornalistas ganhando pouco e “levando tapas de bandidos”. Não é uma questão de troca de profissão, mas uma profissão a mais, como, hoje, fazem profissionais de outras áreas em assuntos de sua competência exclusiva, autorizados por lei, para produzir informação, sem perder tantos talentos na comunicação, mais capacitados até que muitos jornalistas.
                                      Saraiva Filho                        21/09/08

criado por SARAIVA FILHO    5:49 — Arquivado em: Sem categoria

Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://semprepoeta.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o servio e siga participando do Terra Blog.