LiberdadeDaPalavra

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15.9.08

NOVA DROGA NA PRAÇA OU NA RAVE

Importada da Europa, mais especificamente, da Holanda, como remédio antidepressivo a mCPP, uma droga que tem efeitos semelhantes, mas piores, do que o ecstasy, vem sendo vendida a R$60,00 ou mais a cápsula entre a classe média e alta no Rio de Janeiro. Não irá demorar que receba um nome curto e popular, tipo a eme e se disseminar em formas “genéricas”, em todas as classes sociais.

As primeiras investigações sobre a chegada do entorpecente, usado em larga escala no Estado do Rio de Janeiro, dão conta que se trata de uma pílula com a aparência do ecstasy e foram iniciadas há seis meses pela Policial Federal de Volta Redonda, no sul Fluminense. Foi montada a Operação Deserto – uma alusão aos usuários que ficam com sede exagerada – que prendeu seis suspeitos, com cerca de mil comprimidos, a maior apreensão do país.

Uma jovem identificada apenas por X-18, que foi detida por aparecer nos “grampos”, disse que apenas conhece os integrantes da quadrilha e que nunca usou mCPP e foi arrolada como testemunha da PF. Afirmou a jovem que “ … os efeitos são muito loucos. Em festas rave, vi mulheres ficarem nuas, gente alucinada, tendo convulsões. Há apostas para ver quem fica mais ‘doidão’. Muitos passam mal”, assegurou a jovem, que diz ter ficado aterrorizada com os efeitos do uso da droga.

A preocupação é tão grande com o mCPP que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA aguarda pedido formal da Polícia Federal, para incluí-los na lista de produtos proibidos. Segundo especialistas, a substâncias pertence à classe das piperazinas e, como o ecstasy, a primeira sensação é de elevação de humor e bem-estar.

“Mas as reações são muito piores: de intensa dor de cabeça até ataques de pânico e confusão mental. Misturado ao álcool ou cocaína, pode ser fatal”, alerta Maria Thereza de Aquino, diretora do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Atenção ao uso de Drogas – Nepad/Uerj. Disse ela, ainda, que a sensação de bom humor é tão forte que essa droga é usada como princípio ativo de medicamentos para sedar esquizofrênicos em crise.

Diante dessa constatação de uma Instituição Universitária, a ANVISA, ainda, precisa de “pedido formal” da Polícia Federal, para, burocraticamente, incluir esse produto entre os proibidos sem acompanhamento médico, enquanto, lá fora, seu uso indiscriminado se alastra devastadoramente sobre pessoas jovens e suas famílias. São por essas e outras que o Brasil é considerado o 3º maior consumidor de drogas sintéticas do mundo, conforme relatório divulgado pelo Escritório da ONU sobre Drogas e Crimes, motivo mais que suficiente para uma ação mais rápida no combate dessa e outras substâncias alucinógenas sintéticas.

A divulgação desta espécie de alerta serve pra que haja um diálogo no seio das famílias, esclarecendo os jovens sobre os malefícios de drogas como essa, havendo um acompanhamento da forma desses jovens se comportarem.
                                       Saraiva Filho             15/09/08

criado por SARAIVA FILHO    8:23 — Arquivado em: Sem categoria

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