LiberdadeDaPalavra

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5.9.08

OS EXAGEROS DOS AMBIENTALISTAS

Um estudo realizado pela Embrapa Monitoramento por Satélite avaliou que só 33% do território brasileiro e 7% do bioma Amazônia podem ser, legalmente, utilizáveis, tornando 70% da área ocupada do Brasil fora das leis ambientais do país. A legislação ambiental se fosse aplicada, na realidade, vetaria o plantio, casas e cidades inteiras e a indústria, não haveria grande parte da plantação de maçã em Santa Catarina, de café em Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo, nem a vinicultura, no Rio Grande do Sul.

A primeira parte do estudo, coordenado pelo ecólogo e chefe–geral da Embrapa Monitoramento de Satélite, Evaristo Eduardo de Miranda, foi apresentado, recentemente, a Lula, que pediu alguns desdobramentos que podem ser focados, na segunda fase do projeto. Evaristo de Miranda elogiou a posição do Presidente diante de fatos tão contundentes e disse que “A atitude do Presidente foi de muita grandeza”.

Ao mapear o alcance territorial da legislação brasileira os cientistas disseram que tiveram “a impressão de que o Brasil acabou. Não há como imaginar em apenas 7% da Amazônia cidades, vilarejos, áreas para a agricultura, indústrias e obras de infra-estrutura, inclusive as do PAC e quase 25 milhões de habitantes. Diz ainda Evaristo que “faltou planejamento nesses anos todos e quem acaba sendo prejudicado é o setor privado, que passa a viver em clima de insegurança”

A impressão que dá, pelas palavras do coordenador do estudo, é que seu trabalho será levado a sério, em um país de trapalhadas e burla impune da lei e que o aprofundamento solicitado por Lula consta de uma preocupação com o uso adequado do território brasileiro. Um presidente que dá uma entrevista posicionando-se contra o uso restrito do fumo, exemplificando, na prática, fumando, ao mesmo tempo, uma cigarrilha no palácio do planalto, onde o fumo é proibido, não pode ser levado a sério em outras questões.

Por outro lado essa legislação vem de várias áreas, como o Ministério do meio Ambiente, da FUNAI e de outros setores do Governo, além da iniciativa, muitas vezes tendenciosas, do Legislativo. Essa salada legislativa exagera na maior parte das vezes, imobilizando o país, para a existência de um desenvolvimento, mesmo sustentável para o Brasil.

Há o exemplo clássico do aterramento de algumas áreas de mangue, por onde poderiam passar estradas, ser construídas indústrias e pequenos povoados, desde que se preservasse espaços para a existência dos mangues. Vem, então, a alegação de que o ecossistema seria alterado, mas é bom lembrar que sem essa alteração a humanidade não evolui para outras formas de ecossistema com uma alteração salutar para o homem e para o ambiente físico.

É preciso se desapegar desses conceitos ambientalistas tradicionais, dessa visão de ecossistema , como se o tempo parasse, ficando para a História o registro do que foi, do que aconteceu e aceitar transformações iguais às que acontecem com a própria vida do homem, no seu tempo de existência. O real ambientalismo aceita novas formas de viver, sem aquele resguardo primitivo das mentes pequenas que, ainda, não vislumbram as novas conquistas tecnológicas.
                                    Saraiva Filho                        05/09/08

criado por SARAIVA FILHO    8:01 — Arquivado em: Sem categoria

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