7.8.08
A GRADUAÇÃO EM ECOLOGIA
Acaba de ser vetado pelo presidente Lula o projeto de lei que cria a profissão de ecologista, embora, hoje, no Brasil, haja seis cursos de graduação em ecologia e cerca de mil ecólogos formados. No mesmo Diário Oficial que saiu essa decisão consta a criação da profissão de oceanógrafo, ambas que poderiam ser habilitações do Curso de Biologia.
Em artigo equivocado no Terra Magazine, do provedor de internet Terra, a ex-Ministra do Meio Ambiente Marina Silva, uma professora de história de segundo grau e senadora defende os ecologistas, utilizando argumentos frágeis e dissonantes da vida acadêmica brasileira. A graduação em ecologia exige conhecimentos que são um apêndice da Biologia e, por isso jamais deveria ser um curso isolado, para não haver superposição de disciplinas, devendo constar como uma habilitação do Curso de Biologia, como foi dito acima.
Ser ecólogo não é só conhecer e praticar a inter-relação do homem com a natureza por condições de luta pela vida. Envolve a pesquisa biológica, diante dos desafios novos, a cada instante, no avanço da vida contemporânea. Isso envolve pesquisa para a sustentabilidade de outros projetos de vida que surgem e os já instalados, como a questão dos biocombustíveis, por exemplo, no que diz respeito ao binômio cana-de-açúcar e plantação de alimentos.
Daí, ser necessária uma base científica que a parte inicial do curso de Biologia pode dar. Ao contrário do que se diz, ecologia não é ciência, mas um conglomerado de outras ciências formando um todo interdisciplinar e precisa de uma sustentação científica, para que evolua e seja efetiva na sua consecução.
Por seu turno as Razões de Veto apresentadas pelo executivo são ridículas, exigindo, inclusive, a falta de regras para a fiscalização do exercício da profissão, pela ausência de definição do campo de atuação profissional específico do ecólogo. Até o senso comum conhece esse campo de atuação, principalmente, junto a projetos de implantação e fiscalização de empreendimentos que envolvam a alteração da natureza, sua modificação e o impacto ambiental que possa advir desses projetos.
É lamentável que a proposta de criação da profissão de ecologista tenha vindo pelo viés acadêmico errado, criando-se um curso e não uma habilitação. Já no presente há a necessidade de quem atue com conhecimento científico nessa área e, no futuro, essa profissão será muito mais requisitada, para que tenhamos uma perfeita harmonia entre o homem e a natureza.
Saraiva Filho 07/08/08
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