29.7.08
A RAINHA DA JORDÂNIA NA INTERNET
A imagem que o ocidente tem dos árabes e dos mulçumanos é bastante negativa, principalmente, depois dos atentados de 11 de novembro, nos Estados Unidos. Como em toda organização social há os radicais e os moderados e sua atuação depende muito se estão no poder ou não, excetuando-se os extremistas que criam um para-poder, como é o caso de Osama Bin Laden.
Há certa disparidade de costumes, no que diz respeito à religião, ao tratamento das mulheres e à cultura, basicamente, que se choca com os hábitos ocidentais, gerando um desconforto desses países orientais com os ocidentais, como se observa no caso da China, neste período olímpico. No que diz respeito à cultura árabe, nem todos os descendentes desses países são radicais e terroristas e nem em todas as comunidades o papel das mulheres é desempenhado de forma humilhante e degradante para o ser humano.
São estereótipos que a rainha Raina, da Jordânia, decidiu eleminar, usando o site de compartilhamento de vídeos YouTube, procurando esclarecer aos ocidentais a real posição dos árabes e do islã no mundo. Falando em inglês, ela pedia que as pessoas sugerissem estereótipos que elas tivessem ouvido sobre o mundo árabe, para que pudesse explicá-los todos, em função da cultura ocidental.
A mulher do Rei Abdullah não é a única figura pública a se aproveitar da popularidade do YouTube, de vez que políticos e monarcas ao redor do mundo já usaram o site, para demonstrar suas idéias. Mas é a primeira vez que uma mulher, uma árabe proeminente, usa a intenet para tentar se relacionar como Ocidente e promover o Islã moderado, destacando-se dos homens e das demais mulheres mulçumanas.
Mais de dois milhões de pessoas assistiram aos vídeos da Rainha, uma combinação de postes feitos por ela e de contribuições de vários músicos, comediantes e cidadãos jordanianos. Ao usar pela primeira vez a internet, a integrante da realeza jordaniana encontrou críticas, até contundentes, dizendo que ela havia enlouquecido, expondo-se dessa forma, para o mundo.
A esse respeito, pronunciou-se a Rainha, dizendo que “Acho que o mundo está vivendo uma crise. A violência substituiu o diálogo e a compaixão perdeu para o ódio. Eu espero que este seja um canal de comunicação entre Oriente e Ocidente, porque eu acho que nosso mundo precisa disso”. Ao contrário de sites no YouTube, como o da família real britânica ou do Governo britânico, que não permitem comentários ou discussões,o espaço usado pela rainha jordaniana encoraja a participação dos internautas.
A Rainha é enfática ao definir sua participação nos vídeos, ela que já conhece o poder da imagem, por ser uma das mulheres mais fotografadas do planeta, afirmando que “Como mulçumanos, precisamos nos posicionar e falar sobre quem somos. Se queremos desafiar estereótipos, temos que começar a nos definir e não vamos conseguir fazer isso sentados, quietos, em casa, esperando que as pessoas nos entendam”. Esse papel socializante da Rainha é muito importante para o mundo e , em especial, para países com os Estados Unidos, praticamente, às vésperas de uma eleição, onde o principal candidato é o democrata , descendente de mulçumanos, Barack Obama.
Saraiva Filho 29/07/08
criado por SARAIVA FILHO
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Comentário por ELIANE — 30.7.08 @ 19:20
Existe um preconceito inato ao desconhecido, é algo cultural, “vc ama aquilo que vc conhece”. O passo ao mundo cibernético mostra o quanto a Rainha está atualizada, aberta as perguntas, as criticas e as ofensas. É uma nova Rainha de Sabá. Estuda mais quem tem mais tempo e mais condições. Para um país como o nosso onde a nudez é tida como normal, onde sexualizam muito cedo as crianças, ver mulheres tapadas é chocante, existe um choque cultural, mas e a dança do ventre ? e as comidas com cheiros e sabores que temos herdados deles ? Sem falar na cartografia deles no “nosso” período da Idade Média que foi muito superior que mediante eles a Europa pode resgatar o que se perdeu no Período das Trevas, enquanto eles evoluiam com suas mulheres vestidas e muito dignas !!! Onde as moçinhas nao namoram, simplesmente as mulheres se casam, tem um homem para ampará-las, existe um compromisso. A mulher é a administradora das novas geraçoes, um papel que anda delegado as professoras no Brasil pela necessidade da mulher trabalhar fora. Acho fascinante o brilho, as jóias, a comida e o véu que elas usam. Se no Brasil todas usassem, seria visto como normal.
Comentário por ELIANE — 30.7.08 @ 19:25
Veja Dubai hoje em dia !!! Luxuosamente demais !!!