LiberdadeDaPalavra

ARTIGOS sobre fatos políticos, econômicos e sociais. Liberdade, palavras e ações.

19.5.08

A INTERNACIONALIZAÇÃO DA AMAZÔNIA

O pronunciamento direto e contundente de líderes mundiais sobre o fato de a floresta amazônica ser importante para todo o planeta, segundo reportagem do New York Times, assustam os brasileiros mais conscientes. Vozes de comando como “A Amazônia é de todos nós” e “A Amazônia é patrimônio da humanidade” é de um despropósito impensável, sem nenhuma conotação de xenofobismo.

Querer transformar a floresta brasileira em zona internacional, como é o caso da Antártida, sugere e faz aflorar interesses escusos de exploração internacional em detrimento da utilização dos riquíssimos recursos naturais dessa parte do Brasil e dos países fronteiriços que integram essa mata densa. É certo que nós brasileiros não cuidamos como devíamos dessa grande parte do “pulmão do mundo”.

Aí reside o maior problema. O descaso, o descuido com que é tratada essa região, com a corrupção imperando solta, ativa, ainda mais, o interesse estrangeiro, porque, sem dúvida, eles saberiam tratar melhor a floresta, impedindo queimadas absurdas, invasão de “piratas de bio-ecologia” e de insumos para pesquisas e resolvendo o problema agrário do local. Esses são pontos cruciais do abandono com a fachada de quem preserva como faz o governo brasileiro.

Perder aquela área, tornando-a área internacional faria o mundo ganhar, com o avanço em várias áreas do conhecimento, com a viçosidade e replantio, das áreas devastadas, restaurando a biodiversidade enorme que existe ali. Compara-se esse fato a um terreno, com riquezas embutidas na terra, que se acha abandonado, com disputas de posse por homens de rua, cada um deles queimando o mato, para fazer seu casebre e os responsáveis pelo terreno, sem ligar a mínima, apenas com o título de propriedade na mão.

Ficar somente com o espírito de posse, em um país, onde estás previsto na Constituição vigente, o direito de propriedade com caráter social, é inconcebível. A desfaçatez do discurso de nossos dirigentes, que se interessam por um desenvolvimento de resultado, para 2010, não importa a que custo, é impressionante. Questões como a demarcação das terras dos índios em Roraima, o desmatamento e o roubo de madeira nobre, a miséria em vivem os nativos, a presença ofensiva de piratas são relegadas a minúcias de poder.

A vaidade pessoal e o desejo de se eleger Presidente da República nas próximas eleições, como é o caso de Dilma Rousseff, sobrepujam o interesse de todos, da própria nação, com o beneplácito do presidente atual. Um Presidente que nem consegue convencer os estrangeiros da necessidade do biocombustível e vender sua tecnologia de aproveitamento, muito menos defender os interesses da soberania brasileira, atolado que permanece, ainda, com o deslumbre do poder, sem falar na sua falta de iniciativa e competência.

Competência, aliás, que têm os líderes nacionais para se apoderarem de nossa parte da floresta e a parte dos países que a possuem, comandados por frágeis dirigentes, com ideologia ultrapassada de um socialismo utópico e xenófobo, como crianças que separam seus brinquedos, só pra si, e não sabem brincar com eles. Ainda não se deram conta da globalização capitalista irreversível, que deflagra o planeta em direção à sua própria destruição, não abrindo mão de seus lucros para refrear a emissão de gases poluentes. A floresta é nossa, enquanto der!
                                                Saraiva Filho 19/05/08

criado por SARAIVA FILHO    9:42 — Arquivado em: Sem categoria

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