LiberdadeDaPalavra

ARTIGOS sobre fatos políticos, econômicos e sociais. Liberdade, palavras e ações.

15.5.08

FEMINISMO 2008

Como anda o que se chamava de feminismo nos ouriçados anos 60/70 e que foi, depois de conquistas importantes, denominado Direitos da Mulher? Atualmente, se entende como Direito do Homem e da Mulher, como casal, nessa evolução dos tempos, com mudança de costumes menos, às vezes, mais alteradas, em função do país, da cultura local e do preconceito.

Desse os anos 80, com o surgimento da figura do yuppie e mais acentuadamente nos anos 90 até hoje, essa evolução estagnou em patamares inequívocos de conquistas de direitos, mas sem uma continuidade, mesmo onde a mulher passou de modo numeroso, a ser chefe de família. Em contrapartida, seus salários são inferiores aos dos homens, em uma sociedade, como a brasileira, de predominância machista, mesmo na relação entre casais de jovens e mais ainda na vida econômica da nação.

Mesmo em países ditos de primeiro mundo, houve estagnação, embora o debate não seja mais sobre quem vai lavar a louça ou levar as crianças na escola. Em um mundo de desigualdades sociais, qualquer que seja o estágio da sociedade, é nos locais onde moram os menos favorecidos, que as mulheres mais apanham, mais são espoliadas, muitas quase escravizadas, enfim menos respeitadas como seres humanos, nas mais ínfimas questões.

Nesses casos e em outros na classe média alta e na classe reconhecidamente rica, a mulher é que é a primeira vítima. Não pelo fato de ser mulher e de não ter condições intelectuais e/ou econômicas de evitar situações humilhantes e degradantes, mas pela presença do autoritarismo, com exclusividade, masculino. Essa diferença de postura do homem, apesar de estar mudando, ainda permanece em maioria, na família, no trabalho e na sociedade.

Deveriam ter programas de estudo, embutindo nas matérias estudadas ou disciplinas autônomas que, a nível nacional, ensinassem essa relação entre homens e mulheres, que vai além da compreensão de relações humanas, porque abrange a essência da diferença basilar da própria sociedade. Que rapazes e moças aprendessem, desde a pré-escola, até à competição acirrada na universidade, a respeitar o outro sexo, tanto do lado masculino, como de feminino.

Existe essa forma de “esclarecimento” ou de intervenção com os toxicômanos ou sobre a violência, mas sobre a relação homem/mulher, ainda, há muito tabu, talvez porque quase três quartos da população mundial esteja na mão dos homens. Além disso há uma espécie de regressão sobre os direitos adquiridos pelas mulheres, como é o caso da publicidade, com as fotos de mulheres nuas, certa onda de “pornô-chique”, que se estende às passarelas, contraditoriamente, em nome da liberdade da mulher.

Mas nesse trabalho a mulher aparece, na maioria das vezes, de forma gratuita, tendo como exemplo clássico a venda de automóveis em exposições internacionais ou mesmo na propaganda corriqueira, onde a mulher não passa de um monte de carne sensual.

Mais de quarenta anos da revolução sexual e de costumes é preciso ficar vigilante, quanto aos direitos adquiridos e ao lugar da mulher na sociedade. Elas precisam continuar feministas, não adversárias! 
                                                Saraiva Filho 15/05/08

criado por SARAIVA FILHO    8:00 — Arquivado em: Sem categoria

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