13.5.08
ANTIDEPRESSIVOS, CÂNCER E AIDS
Essas são três tipos de doenças incuráveis, sendo que o câncer e o vírus do HIV levam à morte em pouco tempo, embora não se possa descarta os numerosos casos de suicídio entre os depressivos. São três males que se evidenciaram nas últimas décadas, com a vida estressante que têm por base a crescente mudança no modo cotidiano de ser dos seres humanos, a partir de um dia-a-dia atribulado, cheio de problemas novos a enfrentar o tempo todo.
Por seu turno, as radiações vindo, desde os aparelhos eletrodomésticos a nosso redor, até às experiências nucleares de amplitude mundial e o contato viral do HIV, através, principalmente, das relações sexuais mais permissivas, nos últimos tempos dinamizam o aparecimento dessas doenças. Há, porém, uma chance da junção dos medicamentos antidepressivos no tratamento do câncer e da AIDS, possibilitando uma sobrevida às pessoas acometidas desses males.
Um estudo conduzido por pesquisadores americanos sugere que os antidepressivos podem ajudar o sistema imunológico na luta dessas doenças graves, como o câncer e a AIDS e outras, ainda não bem identificadas, como as do coração, em termos de funcionalidade do órgão. A conjugação dos princípios ativos dos medicamentos antidepressivos, com os aplicados às doenças graves favorece o sistema imunológico, com a não eliminação dos glóbulos brancos do sangue.
Os cientistas da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia, afirmam que as células brancas – que, uma vez instaladas em células infectadas, provocam a sua autodestruição – podem ser mais eficazes sob o efeito de antidepressivos. A pesquisa foi motivada por estudos anteriores, que concluíram com a possibilidade de a depressão acelerar os malefícios do câncer e do vírus HIV.
Os pesquisadores concluíram que: “A pesquisa nos fornece evidências de que as funções das células de defesa podem ser ampliadas sob o efeito de inibidores específicos da recaptação da serotinina em pacientes depressivos e não-depressivos”, disse o coordenador da pesquisa, Dwight Evans. Com esse estudo publicado na revista especializada Biological Psychiatry, novos horizontes se apresentam para o avanço nessa linha de trabalho, provocando uma espécie de poder revolucionário no tratamento dessas doenças devastadoras e, aparentemente quase insolúveis, quanto ao tratamento.
É importante ressaltar que não foi ventilada a possibilidade de cura, nem a de remédio milagroso, que erradicará essas doenças, mas apenas foi fixado um ponto de partida para fortalecer as células dos glóbulos brancos, responsáveis pela imunidade do organismo. São, ainda, paliativos eficientes, para atenuar o sofrimento de seres humanos, sem o intuito de prolongar essas doenças, que devastam o ser humano e os reduzem à mais sofrida e ínfima condição de vida.
Saraiva Filho 13/05/08
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