LiberdadeDaPalavra

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25.4.08

BIOCOMBUSTÍVEL: leviandade de quem?

Tem-se escrito bastante nestes comentários do LIBERDADE DA PALAVRA sobre a necessidade de aceitação, do biocombustível de cana-de-açúcar, pelos países ricos, principalmente, daqueles que fabricam essa nova fonte energética de plantas, como o milho, a beterraba e outros produtos alimentícios. Em especial, chama-se a atenção do presidente Lula em administrar a rejeição da cana, essa alternativa de despoluir nosso planeta e de não ficarmos escravos do petróleo e seus preços exorbitantes, sem comprometer os alimentos para o mundo.

A queixa do presidente Lula, quando do relatório da ONU, que atribui o aumento de preços dos alimentos ao biocombustível, não procede, com a veemência que tem sido feita. Ninguém se alimenta de cana-de-açúcar. A aceitação do óleo alternativo, nem na América do Sul, nosso presidente conseguiu expandir a idéia, quanto mais querer vencer uma guerra de subsídios agrícolas dos países ricos, com interesses precisos sobre a agricultura.

Lula fala em seus discursos em leviandade desses países e da ONU em rejeitar o biocombustível, com alegações até certo ponto frágeis, atacando-o nos aspectos econômicos e técnicos. Chegam a afirmar que essa alternativa biológica para a energia polui tanto, quanto os derivados de petróleo, além de outros absurdos desse quilate.

Mas, realmente, de quem é a leviandade? Não seria do próprio presidente da República brasileira que se comporta lá fora com posturas inadequadas a um Chefe de Governo e de Estado, dando tapinhas nas costas de seus homólogos, com uma intimidade de “nós laranjas”, sem considerar o protocolo diplomático, como se estivesse entre seus colegas sindicalistas? Essa falta de postura física ocasiona não a espontaneidade de um homem simples, mas a falta de preparo para se comportar em cerimônias e reuniões, onde são discutidos assuntos de relevância mundial.

Há ainda a postura verbal, de que ele é carente, falando um português errado, difícil de traduzir, além de tudo com comparações de coisas de futebol e expressões chulas como “meter o pé na lama” e outras. Um discurso efetivo, contundente, convincente por seus argumentos contextualizados na realidade mundial, falta-lhe para mostrar que cana-de-açúcar não compromete a alimentação mundial. Com isso, deve conscientizar os dirigentes europeus e americanos do norte de que temos terras suficientes para esse plantio, assim como os países em desenvolvimento as possuem, comportando a plantação de alimentos e a produção de insumos para essa vitoriosa fonte energética, como o biocombustível.

Por último, vem a questão da postura moral de um país corroído pela corrupção impune, dentro do próprio governo, eivado de condutas morais indecentes, com, a cada dia, uma CPI pertinente a esse assunto. Aparecemos lá fora como uma republiqueta corrupta que quer dar o “golpe” do biocombustível, sem contar com a má vontade em desmontar toda uma estrutura energética baseada no petróleo, como acontece com os países ricos.

Convencer esses dirigentes de que nossa alternativa nada tem com a produção de alimentos, necessita de ter, pelo menos, essas três posturas, para revolucionar a matriz energética do mundo.
                                               Saraiva Filho 25/04/08

criado por SARAIVA FILHO    7:13 — Arquivado em: Sem categoria

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