LiberdadeDaPalavra

ARTIGOS sobre fatos políticos, econômicos e sociais. Liberdade, palavras e ações.

23.4.08

O PARAGUAI LOGADO

Existe uma palavra anglicana aportuguesada, logado para quem coloca login, a fim de acessar determinados sites na internet. No caso do Paraguai, até por tradição popular, soa meio falso a palavra lugado, ao se referir à ascensão do ex-bispo Fernando Lugo, que acabou de se eleger Presidente da Republica, pelas esquerdas.

Com isso, o Mercosul se virou para a esquerda com todos os países que o integram, passando a ser governado por presidentes com tendências de esquerda: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, além das nações associadas como o Chile e Bolívia e a Venezuela, atualmente, em processo de ingresso, como membro pleno. Nessa nova face da América do sul, está havendo um fenômeno importante e, ate certo ponto, contraditório, de vez que esses países começam a cobrar a extinção de certo imperialismo brasileiro, como foi o caso do gás na Bolívia, das exportações na Argentina.

E agora, com a eleição de Fernando Lugo, o posicionamento referente a um pagamento com preço justo pela energia fornecida por Itaipu, do excedente energético do Paraguai. O Brasil reclama e diz que o preço está correto, de vez que foi acertado em um Tratado, a vigorar por 30 anos e que nesse período não pode ser mexido.

Por outro lado, o novo presidente paraguaio, sem forças para fazer reformas de base, pois o parlamento é quase integralmente do partido Colorado, contrário à sua eleição, quer angariar fundos para combater a miséria e a corrupção e mostrar a que veio. Antes de sua posse, em agosto próximo, deverá haver um encontro com Lula e Lugo, para definir essas questões energéticas, que afetarão, de forma contundente, o preço interno da energia brasileira, caso se concretize o aumento solicitado pelo presidente Lugo.

Isso vem revelar a existência de certa esquerda nacionalista desses países, cada um reivindicando seu direito de uso do solo e de produtos de seus territórios, em vez de ocorrer um entrosamento, propagado pelas esquerdas, de camaradagem e de harmonia de interesses. Com isso, formariam um bloco econômico e social forte, capaz de enfrentar mercados como a União Européia e o dos Estados Unidos, Canadá e México.

Devem concentrar-se na matriz energética do biocombustível de cana-de-açúcar, unidos nesse ideal, já que os países ricos o rechaçam, alegando, até estupidamente, que o plantio da cana afetará e a agricultura de alimentos, aumentando o preço dos produtos. Essa seria uma bandeira a ser adotada pela América do Sul, apesar do petróleo da Venezuela e das descobertas de mega campos submarinos, como o de Tupi e o Carioca, nas costas brasileiras.

Essa falta de entrosamento divide os ideais e torna inócua qualquer proposta esquerdista, a não ser um populismo desenfreado, como vem acontecendo. Cabe ao Brasil comandar esse entrosamento, por ter maior área de plantio e mais experiência técnica na manipulação do biocombustível.
                                            Saraiva Filho 23/04/08

criado por SARAIVA FILHO    7:55 — Arquivado em: Sem categoria

1 Comentário »

  1. Comentário por Carlos Augusto — 23.4.08 @ 21:35

    Boa idéia colocar comentários aqui fica mais fácil

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