LiberdadeDaPalavra

ARTIGOS sobre fatos políticos, econômicos e sociais. Liberdade, palavras e ações.

30.4.08

INOVAÇÃO E TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

O Brasil é um país que não trabalha nem desenvolve a inovação como instrumento de políticas industriais, a partir de estratégias nacionais, para a construção de sua economia, tornando-a mais competitiva no mercado internacional. Há trabalhos isolados, pontuais, desconectados uns dos outros que não obedecem a uma sistemática voltada para um objetivo comum, dispersando-se esforços, investimentos e tempo, na corrida por uma posição destacada no cenário internacional.

Um exemplo claro dessa desconexão são os trabalhos de pesquisa com o biocombustível, oriundos da cana-de-açúcar, da mamona, do azeite de dendê, etc. Pesquisas estanques, sem se interpenetrarem por meio da informação, sobre o que estava sendo realizado por outras equipes de trabalhos, em lugares diferentes do país.

Sobre a questão da inovação, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – ABDT encomendou uma pesquisa ao Observatório de Inovação e Competitividade, que foi executada pelo Centro de Análise e Planejamento – Cebrap, para verificar a Inovação em outros paises. Trata-se de um estudo para comparar as políticas industriais de base tecnológica dos Estados Unidos, França, Canadá, Irlanda, Reino Unido, Finlândia e Japão, de forma a avaliar o papel da inovação no crescimento econômico brasileiro.

O resultado desse estudo, com a coordenação geral do de Glauco Arbix, professor de do Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, da USP, contrariou os interesses do governo Lula, que é demonstrar que a inovação em nosso setor industrial vai muito bem. Isso pelo fato de ter sido criado, nos últimos anos novas instituições, leis e políticas específicas, como os fundos setoriais, a Lei de Inovação e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial – CNDI, procurando avançar no que se refere aos instrumentos legais e institucionais voltados para a Inovação.

Acontece que o relatório final do estudo demonstra que o emaranhado burocrático que constrange a atuação dos órgãos públicos, ainda, dificulta a coordenação das iniciativas voltadas para a construção de uma economia baseada nas atividades de Inovação. E destaca Arbix; “ O Brasil não tem maturidade necessária, quando se trata de definição de políticas industriais, tecnológicas e de inovação. Em contrapartida, todos os sete países analisados têm sólidas políticas nessas áreas, definem setores prioritários de atuação e conseguem manter essas definições ao longo do tempo, mesmo com mudanças no governo”.

Mostrar na mídia um Brasil que investe na inovação era o desejo do governo, elevando os níveis de investimento para alterar a estrutura qualitativa e de serviços. O mais importante, porém, não é só o investimento elevado, mas a análise dos setores em que os recursos serão alocados. E Arbix esclarece: “ Se não determinar a qualidade dos investimentos, o governo brasileiro não dará conta de um dos principais entraves da economia brasileira que é o atraso do país em relação a sua capacidade inovadora. O aumento de investimentos e o aumento da inovação são duas coisas distintas, mas que precisam ser trabalhadas de forma combinada”.

O Lula não pôde, assim, fazer bonito na mídia, com dados científicos. Ao contrário, tratou de “esconder” esse estudo, para não ser “pego com as calças na mão”, infelizmente, para o Brasil
                                             Saraiva Filho 30/04/08

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28.4.08

UM DISCURSO-VERDADE NO GOVERNO

Com boas intenções e um discurso afinado com a realidade do crime, no Brasil, chegou, a cerca de um mês e meio, à Secretaria Nacional de Segurança Pública o Sr. Ricardo Brisolla Balestreri, advindo da direção do Programa Nacional de Segurança Pública. No cargo anterior, já demonstrava lucidez, quando defendeu o uso de armas não letais, pelas Polícias Civil e Militar e ensejando um modelo de policiamento que incluiria conversa, proximidade com a comunidade e o uso de bicicletas como patrulhamento ostensivo. 
 
Na condição de Professor de História conhece os meandros da evolução da sociedade e suas modificações em nossos tempos. Não é o único com essa capacidade, mesmo dentro do governo ou fora dele, havendo muitos Balestreri por aí, com a mesma visão de vanguarda e a destreza mental para indicar e seguir caminhos heterodoxos e dizer verdades, que a hipocrisia social e governamental cala. Chega a dar declarações precisas e no caminho do encontro com a realidade, verdades conhecidas, mas que fingem chocar os próprios governantes e a elite social, como: “O crime organizado não é na periferia, não tem seu comando nas favelas”.

Com isso, demonstra que os líderes do crime organizado, no Brasil, não moram nas favelas, porque são segmentos da elite da sociedade. E acrescenta: “ … não quero dizer que eles, os chefes do crime nas favelas, não sejam perigosos, nem que não devam ser combatidos. Eles têm que ser, legitima e legalmente, reprimidos pela polícia, pelo Estado”.

Essa pessoa incomum, por que de dentro do governo, sem tapar o sol com a peneira, tem a coragem de assumir, publicamente, que o país, ao longo dos anos, e atualmente, não se faz presente entre os mais pobres. Assevera que “ Quando você tem um vácuo do poder público, naturalmente, quem vai ocupar esse vácuo são grupos delinqüentes organizados”. E demonstra que esses grupos não são a mesma coisa que o crime organizado.

Ressalta, ainda, que “ Não é o crime organizado que domina favelas e presídios, são as organizações que prestam serviços ao crime organizado”. É contrário, também, ao fato de culpar os usuários de drogas pelo problema da violência. Conclui: “ Isso está muito na moda fazer hoje. Mas o usuário está adoecido pela dependência da droga. Então, é, absolutamente, ineficaz e equivocado querer terminar com um sistema de indústria criminosa, a partir do usuário. Temos que educar o usuário, para que ele saiba que a conduta dele tem uma relação sistêmica, com a indústria do crime”.

A Polícia Federal deve ser colocada “no encalço dos chefões” e, também, a policia ostensiva-preventiva e a Civil na contenção do crime, na perseguição dos criminosos executores do crime, respeitando os direitos do cidadão. Tarefa difícil, mas não impossível, tanto desvendar e desmascarar a elite criminosa, quanto deter a arraia miúda, analfabeta ou inculta, acobertada por organizações de alto nível social.

Essas “verdades” são conhecidas de intelectuais e estudiosos do assunto, mas, jamais, alguém no governo as pronunciou de público, desmistificando a postura incólume da elite, “acima de qualquer suspeita”, abastecendo e amparando um garoto qualquer vendedor de papelotes na rua, “os bagulhos” ou os chefetes nos presídios. Estes posam de “chefões”, para acobertar os verdadeiros que freqüentam, normalmente, a sociedade e até exercem cargos públicos e são donos de grandes empresas.
                                               Saraiva Filho 28/04/08

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27.4.08

UMA VISITA DE EUROPEUS

A “tatuagem” de colonizador nunca pôde ser retirada dos europeus, mesmo com quase mais de século de uma interferência efetiva nos destinos da nação brasileira. Do mesmo modo, a marca definitiva do colonizado nunca saiu de nossa pele, seja no sentido figurado, como é o caso, ou no sentido concreto, na miscigenação de raças, que não deixa de gerar certo encanto.

Essa postura de “dono do lugar” vai ser corroborada, a partir de hoje, dia 27/04, até o dia 1º/05, com a vinda ao Brasil de 12 deputados do Parlamento Europeu, integrante da organização política da União Européia – UE. O pretexto é para conhecer de perto – leia-se inspecionar - a situação da carne bovina do país e, acreditam os brasileiros, verificar o setor de biocombustível da cana-de-açúcar.

A visita acontece em um momento em que o Brasil tenta recuperar a confiança da União Européia em carnes de gado exportadas para esse bloco econômico, que teve suas importações, temporariamente, suspensas em fevereiro deste ano, por não atenderem plenamente ao padrão do bloco. É possível, também, que durante a estada da comitiva, os deputados europeus conversem com as autoridades brasileiras sobre o aumento dos preços e a crise na distribuição de alimentos.

Integrarão essa comitiva oficial membros da Comissão de Agricultura do Parlamento Europeu, assim como o presidente desta, além de representantes desse Parlamento da Câmara para o Mercosul. Visitarão a Confederação Brasileira de Agricultura – CNA e se reunirão com o Ministro da Agricultura e outros funcionários desse departamento e do Ministério de Meio Ambiente.

Depois, visitarão a Câmara dos Deputados e do Senado brasileiros e no outro dia o grupo visitará várias fazendas e um matadouro, encontrando-se, também, com inspetores da área veterinária. E o Presidente Lula? E o biocombustível, onde ficarão nessa “olhagem vigiativa” das carnes? Vai-se à casa de uma pessoa e não se fala com seu responsável?

A confusão geral que os estrangeiros fazem do biocombustível oriundo de produtos alimentícios se junta ao temor infundado de que a plantação de cana ocupará o lugar das terras para plantio de alimentos. Aliado a isso esta a possibilidade de desestruturar seus investimentos e economia, voltada para o petróleo, criando a rejeição a essa matriz energética.

Talvez isso aconteça por desinteresse ou estratégia e não serão visitinhas dúbias como essa que irão alterar muito esse quadro.
Mas acredita-se que o interesse há no biocombustível, mesmo com a desculpa de importação de carne bovina, pois, para muitos habitantes da Europa é inconcebível a real extensão territorial brasileira, quando estão habituados a países do tamanho ou menores que quase todos os nossos Estados, apenas vistos por eles em mapas. Os preços do barril de petróleo chegam à beira da temeridade em continuar com esse insumo que, atualmente, movimenta o mundo.

E essa visita para conhecer nossa carne de gado é o prenúncio de uma forma disfarçada de conhecimento de nossa capacidade produtiva, sem desabastecimento alimentício, talvez produto de um inglório trabalho do setor diplomático brasileiro. Mas sempre com a visível e inigualável postura imponente e superior do rico que visita o terceiro mundo, por interesse próprio.
                                            Saraiva Filho 27/04/08

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26.4.08

CURSOS DE MEDICINA: SONHOS E REALIDADE

O Ministério da Educação quer novos médicos, não necessariamente, médicos novos, ao definir recente regulamento para a criação de Cursos de Medicina. Essas novas regras foram publicadas no Diário Oficial da União, no dia 14/04, deste ano, pela Secretaria de Educação Superior do MEC, junto com o Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP.

Dessa data em diante, o curso precisa, para ser criado, de preferência, por instituição que já tenha em oferta outros cursos, bem avaliados, na área de saúde e que se integrem ao Sistema Nacional de Saúde – SUS, além de oferecer vagas de acordo com a dimensão e qualificação de seu corpo docente. Ainda necessitam de ter infra-estrutura mínima para os três primeiros anos de funcionamento, possuir um hospital de ensino próprio ou conveniado, por um período mínimo de 10 anos, situado na mesma localidade da instituição e quadro docente com dedicação exclusiva.

Essas regras valem para os novos cursos , assim como para os reconhecimentos e renovações dos já existentes, sendo compatível esse instrumento regulatório com as diretrizes curriculares nacionais estabelecidas, levando em conta a política de expansão desse órgão do MEC, as contribuições apresentadas pelo Ministério da Saúde e por especialistas de ensino, na área. A busca de qualidade na oferta de ensino médico é o motivo principal dessas medidas, objetivando formar profissionais em condições efetivas de exercer a profissão de médico, sendo um desafio a mais no caos em que se encontra o Ensino, no Brasil.

Todas as profissões lidam, direta ou indiretamente, com a vida das pessoas, mas a de médico é a que mais está ligada à saúde e à vida da população. Verifica-se isso, até mesmo, pela orientação dada para as ações de emergência e urgência em atendê-la, extinguindo ou mitigando males, quando não evitando a morte das pessoas. É lamentável que se faça dessa profissão tão nobre, pela proximidade com doenças, um comércio exacerbado e vergonhoso, na proporção da incompetência e negligência do serviço prestado.

Infelizmente, essas medidas do Ministério da Saúde se apresentam inócuas para sanar o problema de maus profissionais, na medida em que não estão nessas famosas diretrizes curriculares o ensino da lógica, formal ou dialética, como base para o discernimento e desenvolvimento do bom senso. São formados profissionais conhecedores do procedimentos médicos, em alguns casos, mas desprovidos de conhecimento sobre classes sociais e suas adversidades, enfim, sobre a sociologia da medicina, que tanto os ajuda a solucionar, através de hábitos e costumes da população, casos de vida ou morte.

O desaparecimento do médico de família, mesmo querendo, agora, ser resgatado, não se iguala a um acompanhamento efetivo dos males e dos costumes do ambiente familiar, sendo receitados absurdos, em termos de medicamentos caros e fora do alcance do doente. E, ao mesmo tempo, não são bem aceitos os remédios caseiros, baratos e de fácil manipulação, principalmente, pela população pobre, que é a maioria.

O caos no ensino é geral, mas na medicina é fatal.
                                            Saraiva Filho 26/04/08

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25.4.08

BIOCOMBUSTÍVEL: leviandade de quem?

Tem-se escrito bastante nestes comentários do LIBERDADE DA PALAVRA sobre a necessidade de aceitação, do biocombustível de cana-de-açúcar, pelos países ricos, principalmente, daqueles que fabricam essa nova fonte energética de plantas, como o milho, a beterraba e outros produtos alimentícios. Em especial, chama-se a atenção do presidente Lula em administrar a rejeição da cana, essa alternativa de despoluir nosso planeta e de não ficarmos escravos do petróleo e seus preços exorbitantes, sem comprometer os alimentos para o mundo.

A queixa do presidente Lula, quando do relatório da ONU, que atribui o aumento de preços dos alimentos ao biocombustível, não procede, com a veemência que tem sido feita. Ninguém se alimenta de cana-de-açúcar. A aceitação do óleo alternativo, nem na América do Sul, nosso presidente conseguiu expandir a idéia, quanto mais querer vencer uma guerra de subsídios agrícolas dos países ricos, com interesses precisos sobre a agricultura.

Lula fala em seus discursos em leviandade desses países e da ONU em rejeitar o biocombustível, com alegações até certo ponto frágeis, atacando-o nos aspectos econômicos e técnicos. Chegam a afirmar que essa alternativa biológica para a energia polui tanto, quanto os derivados de petróleo, além de outros absurdos desse quilate.

Mas, realmente, de quem é a leviandade? Não seria do próprio presidente da República brasileira que se comporta lá fora com posturas inadequadas a um Chefe de Governo e de Estado, dando tapinhas nas costas de seus homólogos, com uma intimidade de “nós laranjas”, sem considerar o protocolo diplomático, como se estivesse entre seus colegas sindicalistas? Essa falta de postura física ocasiona não a espontaneidade de um homem simples, mas a falta de preparo para se comportar em cerimônias e reuniões, onde são discutidos assuntos de relevância mundial.

Há ainda a postura verbal, de que ele é carente, falando um português errado, difícil de traduzir, além de tudo com comparações de coisas de futebol e expressões chulas como “meter o pé na lama” e outras. Um discurso efetivo, contundente, convincente por seus argumentos contextualizados na realidade mundial, falta-lhe para mostrar que cana-de-açúcar não compromete a alimentação mundial. Com isso, deve conscientizar os dirigentes europeus e americanos do norte de que temos terras suficientes para esse plantio, assim como os países em desenvolvimento as possuem, comportando a plantação de alimentos e a produção de insumos para essa vitoriosa fonte energética, como o biocombustível.

Por último, vem a questão da postura moral de um país corroído pela corrupção impune, dentro do próprio governo, eivado de condutas morais indecentes, com, a cada dia, uma CPI pertinente a esse assunto. Aparecemos lá fora como uma republiqueta corrupta que quer dar o “golpe” do biocombustível, sem contar com a má vontade em desmontar toda uma estrutura energética baseada no petróleo, como acontece com os países ricos.

Convencer esses dirigentes de que nossa alternativa nada tem com a produção de alimentos, necessita de ter, pelo menos, essas três posturas, para revolucionar a matriz energética do mundo.
                                               Saraiva Filho 25/04/08

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24.4.08

ENFIM

Fim, disseste assim,
na quimera
da espera
por um sim.
E sei que querias,
estavas a fim,
faltava só a canção
com seu manto de marfim,
para dançarmos
sossegados, enfim.
                  Saraiva Filho 24/04/08
obs: O COMENTÁRIO DE HOJE, 24/04, NÃO PÔDE SER POSTADO POR PROBLEMA TÉCNICO 

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23.4.08

O PARAGUAI LOGADO

Existe uma palavra anglicana aportuguesada, logado para quem coloca login, a fim de acessar determinados sites na internet. No caso do Paraguai, até por tradição popular, soa meio falso a palavra lugado, ao se referir à ascensão do ex-bispo Fernando Lugo, que acabou de se eleger Presidente da Republica, pelas esquerdas.

Com isso, o Mercosul se virou para a esquerda com todos os países que o integram, passando a ser governado por presidentes com tendências de esquerda: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, além das nações associadas como o Chile e Bolívia e a Venezuela, atualmente, em processo de ingresso, como membro pleno. Nessa nova face da América do sul, está havendo um fenômeno importante e, ate certo ponto, contraditório, de vez que esses países começam a cobrar a extinção de certo imperialismo brasileiro, como foi o caso do gás na Bolívia, das exportações na Argentina.

E agora, com a eleição de Fernando Lugo, o posicionamento referente a um pagamento com preço justo pela energia fornecida por Itaipu, do excedente energético do Paraguai. O Brasil reclama e diz que o preço está correto, de vez que foi acertado em um Tratado, a vigorar por 30 anos e que nesse período não pode ser mexido.

Por outro lado, o novo presidente paraguaio, sem forças para fazer reformas de base, pois o parlamento é quase integralmente do partido Colorado, contrário à sua eleição, quer angariar fundos para combater a miséria e a corrupção e mostrar a que veio. Antes de sua posse, em agosto próximo, deverá haver um encontro com Lula e Lugo, para definir essas questões energéticas, que afetarão, de forma contundente, o preço interno da energia brasileira, caso se concretize o aumento solicitado pelo presidente Lugo.

Isso vem revelar a existência de certa esquerda nacionalista desses países, cada um reivindicando seu direito de uso do solo e de produtos de seus territórios, em vez de ocorrer um entrosamento, propagado pelas esquerdas, de camaradagem e de harmonia de interesses. Com isso, formariam um bloco econômico e social forte, capaz de enfrentar mercados como a União Européia e o dos Estados Unidos, Canadá e México.

Devem concentrar-se na matriz energética do biocombustível de cana-de-açúcar, unidos nesse ideal, já que os países ricos o rechaçam, alegando, até estupidamente, que o plantio da cana afetará e a agricultura de alimentos, aumentando o preço dos produtos. Essa seria uma bandeira a ser adotada pela América do Sul, apesar do petróleo da Venezuela e das descobertas de mega campos submarinos, como o de Tupi e o Carioca, nas costas brasileiras.

Essa falta de entrosamento divide os ideais e torna inócua qualquer proposta esquerdista, a não ser um populismo desenfreado, como vem acontecendo. Cabe ao Brasil comandar esse entrosamento, por ter maior área de plantio e mais experiência técnica na manipulação do biocombustível.
                                            Saraiva Filho 23/04/08

criado por SARAIVA FILHO    7:55 — Arquivado em: Sem categoria

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