23.10.07
PRÊMIOS PARA A PINTURA
As artes plásticas em geral, incluídas aí a pintura em qualquer suporte e a pintura virtual, a escultura, o design, o web design e outras formas de criação com plasticidade, não têm, no Brasil, um festival com premiação de âmbito nacional, muito menos internacional. Caso o tenha, sua divulgação é bastante restrita ao meio artístico interessado, fato que o desqualifica de sua posição de importância e prestígio no país.
Existem concursos pontuais, adstritos a uma só localidade, com premiações valorizadas, sem a amplitude nacional de um verdadeiro festival, embora alguns usem esse termo. Nada parecido com a FILP, para a literatura, o festival de cinema de Gramado ou o de Brasília e alguns outros festivais de vídeo e cinema, com participação de artistas e cineastas latinos.
A carência brasileira para a divulgação, principalmente, das chamadas Belas Artes – a pintura e a escultura - faz com que, nessas áreas, o aspecto cultural seja deficiente. Esta espécie de arte vem sendo muito usada como instrumento de recuperação de portadores de necessidades especiais, em hospitais psiquiátricos, para programas de recuperação de viciados e para tirar meninos da rua em comunidades carentes, além de outras finalidades terapêuticas.
A referência, neste contexto, entretanto, é para A Arte, o objeto de arte, atividade e conteúdo que os filósofos têm tanta dificuldade em conceituar. Uma arte independente de objetivos utilitários e que tenha, como finalidade precípua, despertar emoção e sentimentos diversos nos espectadores.
Uma arte contemporânea, não porque é produzida nos últimos anos, ou seja, em função do tempo, não importa o que seja pintado ou esculpido. Mas uma produção artística que tenha o conteúdo de nosso tempo, daquilo que nos cerca, como, por exemplo, o aquecimento global e várias questões ambientais, o sentimento de repúdio às atitudes insanas do capitalismo selvagem, a reciclagem e muitos outros temas desta época de globalização, informática e alta tecnologia digital.
Em outros países da Europa e nos Estados Unidos há concursos com premiações de caráter internacional, referência relevante no currículo de artistas plásticos, no campo da pintura e da escultura. A tônica do governo federal, através do Ministério da Cultura é para a chamada cultura popular, onde se encontram artistas, reconhecidamente, com valor, principalmente, na música, no artesanato e nas manifestações populares, significativas para a Nação.
A iniciativa de promover festivais, exposições, concurso, etc., não deve ser só do poder público. A própria iniciativa privada, como fazem alguns Bancos, deveria criar e desenvolver essas atividades, nas diversas áreas da arte e, em especial, na pintura e na escultura, abandonadas, por serem consideradas artes de elite.
Que surja o Concurso de Pintura e Escultura brasileiro e se torne de envergadura internacional!
Saraiva Filho
criado por SARAIVA FILHO
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