2.10.07
A POLÍCIA NA UNIVERSIDADE
A questão importante da Segurança Publica e, consequentemente, da privada, está diretamente ligada à Educação e à Religião. Não, somente, a educação do povo, da população, mas fazendo com que os órgãos de segurança promovam, de um lado, o conhecimento científico e a informação necessária e indispensáveis à formação de um policial, em cursos de graduação Com isso, impregnam-se, também, valores morais sistematizados, naqueles que são os responsáveis pela execução da segurança.
De outro lado, os princípios morais extraídos da ciência devem estar aliados aos da religiosidade, para os que dela necessitam, trazendo um sustentáculo para a formação do caráter dos policiais civis e militares. A Religião, que já foi chamada de ópio do povo, tem, qualquer que seja ela, a possibilidade de forjar personalidade mais adaptável e adaptada ao convívio social É claro que não estão incluídas, aqui, como religião, aquelas arapucas que arrancam dinheiro do povo humilde, com promessas de bem-estar econômico, emocional e social, as quais aviltam a crença e a fé, tão necessária a certas pessoas, como é o psicólogo e outros profissionais que trabalham com a alma humana.
Com esses sustentáculos a polícia, de um modo geral, estará habilitada a promover a segurança das pessoas e a garantir a sua cidadania, fazendo com que possa ser exercido, plenamente, o direito de ir e vir, necessário e imprescindível a um Estado, que se pretende Democrático de Direito.
Pensando nisso, o Conselho Nacional de Segurança Pública, ainda que tardiamente, se propõe a criar cursos de graduação e pós-graduação para policiais, formando especialistas em Segurança Pública e exigindo que todo policial tenha esse curso, fora dos quartéis, naturalmente, a partir de certa patente.
As policias civis e militares possuem suas Academias voltadas, mais especificamente, para a preparação de contingentes, sob a égide da segurança defensiva, mais urgente, com o uso maior da força física e das armas, embora estudem Direito, Administração e outros ramos do conhecimento.
O desejado, agora, é que os serviços de inteligência se aprimorem mais e se possa partir, com prioridade, para uma segurança preventiva, combatendo as fontes de formação de criminosos e fontes dos próprios crimes. Espera-se que como crimes estejam enquadrados, não somente o tráfico de drogas e a delinqüência de pobres e humildes, carcomidos pela fome e pelo abandono do Estado. Acima de tudo, que sejam combatidos os chamados crimes de colarinho branco, os crimes digitais e, principalmente, os crimes praticados por altos funcionários do serviço público, assim como os dos mandatários, exercendo os Poderes da Nação.
Policiais capazes de formular estratégias e metodologia adequadas ao sentido amplo de segurança pública, guarnecendo a população das intempéries da corrupção no exercício dos cargos públicos. Isso atenua, em cadeia, de cima para baixo, o tráfico de drogas, o contrabando de armas e todos os outros advindos dessa fragilidade social.
Parece utopia essa medida, mas não custa tentar.
Saraiva Filho
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