28.9.07
A GERAÇÃO INFORMÁTICA
Não pensem que vou falar de jovens. Geração da informática não é propriamente a dos jovens. Estes já transpiram pelo computador e outros meios digitais e SÃO a informática. Falamos dos que têm acesso à essa tecnologia de comunicação, que vai se tornando mais acessível e já pode ser adquirida pela classe média baixa, em termos.
Muitas das Instituições públicas e privadas ainda não adotam o sistema informatizado e a grande maioria resiste a isso, mas muitas Universidades, a indústria, parte do comércio, principalmente o de maior vulto, mesmo que não seja uma grande empresa, como as concessionárias de automóveis, as farmácias, as lojas de shoppings, etc, já se adaptaram. Pelo menos, usam o computador, mesmo que a mentalidade não seja de informática
Esse é um ponto crucial, onde se observa que a falta dessa mentalidade causa transtornos.
Por isso, pasmem! Não há, propriamente, uma Geração da Informática.
Todos os que estão no mercado de trabalho se acham envolvidos com atividade digital, direta ou indiretamente, do mais simples e dito humilde tipo de trabalho, até ao alto executivo das mega-empresas.
Ao pensar que o uso de instrumentos digitais, como o computador é uma atividade para jovens, os mais velhos, nascidos a partir do início dos anos 40 ou mesmo antes, dependendo da pessoa, se enganam. Usam esse raciocínio, como que para se eximirem de aprender e penetrar nesse mundo novo, que cada vez mais entra em nós e nos transforma, tornando-nos pessoas de um novo tempo ou nos exila na ignorância e na inoperância desastrosa de um trabalho antiquado.
O pior de tudo é a mentalidade burocrática aplicada aos que usam, por exemplo, o computador. Ou abusam das ferramentas, como o e-mail nas suas atividades profissionais, ou não abandonam o papel e, de qualquer coisa que julgam interessantes, tiram cópias, imprimem, transformam em uma papelada sem fim o que pode e deve ficar arquivado no próprio computador ou no CD, no pendrive ou em locais adequados na internet. Continuam com seus símbolos de um tempo que já passou: os arquivos de aço, ocupando espaço físico, utilizando pessoal de arquivo, utilizando uma metodologia de antanho, em atividades deste século XXI.
As pessoas na faixa etária dos cinqüenta ou mais anos, resguardado um número mínimo de internautas, não entendem a lógica de um equipamento de raciocínio binário ou, ainda majestosamente, atribuem a função de manipulação desse instrumento a uma categoria que consideram menor, como os digitadores, o que acontecia com os datilógrafos.
Técnicos do Governo, nas três esferas, como assessores, que desempenham cargos de relevância ainda escrevem seus projetos à mão, com lápis e borracha, guardados em um estojinho, como os estudantes de antigamente, fazendo seus trabalhos em sala de aula. Ou, ainda, colam tiras papel no meio dos textos, criando guirlandas de incompetência e falta de praticidade, perdendo produtividade em seu trabalho, fazendo com que os digitadores percam tempo em decifrar aqueles documentos, para passar para o computador.
Essa mentalidade do papel não vai ser fácil de extinguir, juntamente com a falta de comunicação ente PCs. Isto, ainda, está muito presente no nosso dia-a-dia, infelizmente.
Saraiva Filho
criado por SARAIVA FILHO
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