LiberdadeDaPalavra

ARTIGOS sobre fatos políticos, econômicos e sociais. Liberdade, palavras e ações.

24.9.07

AS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS E SUAS OPORTUNIDADES

Já foi feito de tudo com a Universidade Brasileira, principalmente, desde os anos 60. Primeiro, a pressão dos estudantes secundaristas e suas famílias, para entrar nesse universo de “doutor”, causando a primeira onda de massificação do ensino.. Claro que nem todos conseguiam uma vaga e esse fato gerou frustração e a grande importância dada aos “Cursinhos”, seu reinado, na época. Hoje existem, sem a mesma avidez de então, mas ainda muito procurados.

Nova pressão social no final dos anos 90 e no governo Lula, resultaram em cotas para negros, índios e pobres. Instalou-se certa revolta, mais definitivamente, nos meios intelectuais e acadêmicos. As famílias que investiram nos estudos dos filhos, também, se uniram a esse coro discordante contra essa busca enviesada da igualdade de oportunidades, que gerou mais desigualdade.

O que é pior, essa medida fez surgir um tom desafiador de preconceitos contra esses segmentos sociais, que, à guisa de serem ajudados, caíram na vala comum da incompetência e da discriminação.

Não se pode conceber que o fator raça – que é inconstitucional – aliado ao fator pobreza venham distorcer os critérios de acesso às universidades, considerando que estas não são, simplesmente, fábricas de diplomas para o exercício de uma profissão. Têm, ou deveriam ter, na prática, o objetivo maior da pesquisa e da extensão, que as fazem sobressair como centro de excelência.

Deixam, assim, o lodo da inoperância, para o avanço do conhecimento e para a distribuição desse patrimônio à sociedade. Sem a pesquisa e a extensão as universidades são mancas, insalubres repetidoras de conhecimento.

A questão do acesso ao quadro discente dessas instituições se pauta ou deveria ter como objetivo a prova da capacidade intelectual e não a condição socioeconômica do pretendente. Gerar no quadro interno desses templos do saber o preconceito pela origem de seus alunos é ostentar a aceitação de uma desigualdade maior, não somente em relação aos colegas que entraram sem cota, mas com os próprios favorecidos por ela, que terão bastante dificuldade em acompanhar o conteúdo ministrado e. com isso, serem bem sucedidos.

Com um Projeto de Lei, que tramita no Congressos Nacional, garantindo uma cota de 50% de vagas, para os alunos das escolas públicas, tenta-se reunir o pobre, o negro e o índio em um só grupo discriminado, atribuindo o nome de alunos da escola pública, desamparados pelo governo. Em todos os aspectos, esses estudantes são relegados a uma condição inferior no processo ensino-aprendizagem, pela falta de tudo em suas escolas, a começar pela garantia de suas integridades físicas.

Enquanto não houver um empenho efetivo do Governo, sem essas soluções paliativas e paternalistas, não vai se reconhecer nas universidades a sua verdadeira função, que é criar um grupo de estudiosos, cientistas e professores capazes de reproduzir outros que tais e não, o que cabe aos cursos médios, a finalidade de formar profissionais para atuarem na vida diária, conseguindo empregos bem remunerados, engajando-se no mercado de trabalho. 
                                                      Saraiva Filho

criado por SARAIVA FILHO    7:03 — Arquivado em: Sem categoria

Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://semprepoeta.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o servio e siga participando do Terra Blog.