LiberdadeDaPalavra

ARTIGOS sobre fatos políticos, econômicos e sociais. Liberdade, palavras e ações.

30.3.07

NO ESCURO

Um dia sem vestígio,
palmilhando novos mares,
como sapatos, aos pares
beijei horizontes
de vertentes longínquas
sumindo na bruma equilibrada.
E agora, premido pela hora,
pelo dia, pela pressa,
coloco uma compressa
de água quente ou fria
naquilo que não queria
e me despeço da onda bravia,
das correntes bem-vindas,
da beleza sutil e flamejante
e fico no porto seguro, mesmo sabendo
que ficarei no escuro.
Saraiva Filho

criado por SARAIVA FILHO    7:44 — Arquivado em: Sem categoria

1 Comentário »

  1. Comentário por Fá — 23.4.07 @ 9:31

    Olá!, amado!
    Quanta sabedoria num poema! O mar por entre os dedos e deslizando lentamente nas dunas da paixão.
    Por isso, te adoro demais!
    Paixão, amor, sedução!!!!
    Bjs.

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