30.3.07
NO ESCURO
Um dia sem vestígio,
palmilhando novos mares,
como sapatos, aos pares
beijei horizontes
de vertentes longínquas
sumindo na bruma equilibrada.
E agora, premido pela hora,
pelo dia, pela pressa,
coloco uma compressa
de água quente ou fria
naquilo que não queria
e me despeço da onda bravia,
das correntes bem-vindas,
da beleza sutil e flamejante
e fico no porto seguro, mesmo sabendo
que ficarei no escuro.
Saraiva Filho
criado por SARAIVA FILHO
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