9.4.06
ABRAÇANDO VERSOS
Durmo de dia,
sou como vigia
de minha doce ilusão.
Faço vigília,
abraçando versos,
os mais diversos,
com aquela emoção.
Destranco portas
e exponho as fantasias tortas,
avanço meu sinal
e não o teu, que resta,
nos desvãos entreabertos,
nas entrelinhas das frestas,
dos horários carcomidos
e ponho os ouvidos
nos horizontes devidos.
Saraiva Filho
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