27.3.06
FUGA DAS PANELAS
No centro da mesa
o computador e as idéias,
papéis soltos,
escritos loucos
e o padrãp das janelas,
fechadas para caminhos de plebéias,
abertas para os odores da beleza.
Na cozinha, o eflúvio de panelas,
de todas elas,
ambulantes do descaso,
doidivanas da tristeza,
fogem, apavoradas e desprezadas,
da dona, não por acaso.
Saraiva Filho (Monet)
criado por SARAIVA FILHO
4:52 — Arquivado em: 

Comentário por tania — 27.3.06 @ 7:19
haha! é = as panelas da minha mãe!
ela chega na cozinha, as coitadas até tremem….rss
Comentário por Maria — 27.3.06 @ 7:46
Cozinhar é arte mesmo. E vc tira até poesia do labor com as panelas…
……
Maria
Comentário por helena — 27.3.06 @ 11:45
coitadas das panelas, mas vou cobrar o meu pudim!rsss
beijos poeta!
Comentário por Eupoesia — 27.3.06 @ 21:42
Oi, Poeta!
O cardápio do dia-a-dia
prepara a Monotonia.
Sem pressa, em fogo brando,
o menu vai cozinhando:
tristeza, saudade, agonia,
misturadas, engrossando
o caldo, em banho-maria.
Só a paixão que viceja
não se deixa dominar.
Não cabe em cem panelas
e é ela quem sente a fome.
E queima em seu próprio fogo,
o fogo que nos consome.
(Neide de Camargo Dorneles)